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Café: mais que trabalho, é amor!

Por 14 de abril de 2023Assuntos Gerais

O Dia Mundial do Café é celebrado todo 14 de abril. Esta data pode marcar a importância da produção desse grão para a economia capixaba e nacional, mas há quem mantenha relações mais próximas e íntimas com o café. E não é exagero: “Minha relação com o café, no dia a dia, é de amor”, pontua Rodrigo Fernandes, assistente em gestão e coordenador do ELDR de Alto Rio Novo.

Ele mesmo explica: “O café é o que me esquenta nos dias frios, o que me acorda pela manhã, o que me acalma na tardezinha quando chego depois de um longo dia de trabalho, o que alimenta a maioria dos produtores que atendo. Eu tenho o maior orgulho de poder trabalhar com um produto que é base da economia do meu Município e do meu Estado. Ele une famílias”, reforça o apaixonado Rodrigo.

Mas essa relação com o café vem de berço, é amor antigo. Rodrigo nos conta que essa paixão começou bem cedo. A mãe, que é professora, dava aula numa escola rural. Rodrigo, que já gostava muito do café naquela época, ligava o grão à uva. “Eu adorava chupar o grão do café, e tinha naquela época uns 2 ou 3 anos de idade, no máximo”.

A paixão, que nasceu ainda bem novo, seguiu crescendo com ele. Já com 9 para 10 anos de idade, foi o avô materno, o Seu Roberto – carinhosamente chamado de Vô Betim – que Rodrigo começou a moer café e a se envolver ainda mais com a bebida. “Vô Betim tinha um pedaço de terra e trazia café 100% arábica para casa. Todos os dias pela manhã meu avô me fazia moer o grão já torrado pela minha mãe. Primeiro ele fazia o café e, depois, me ensinou a fazer”, conta.

A forma de fazer o café mudou com o passar dos anos. Ainda mais com a experiência de trabalhar com o grão e com a bebida no Incaper. Se, antes, era aquele café bem torrado, quase pretinho, que a mãe de Rodrigo preparava. Hoje há um jeito bem diferente, e o que ele mais gosta.

“Aprendi com os colegas doIncaper e mostro para todos, quando me perguntam. Primeiro, sempre deve usar água filtrada, se possível mineral, e não deixar ela ferver. Assim que começar a borbulhar pode desligar a água e esperar 30 segundos. Depois você escalda o coador com a água quente, coloca 2 colheres e meia de um bom café para um litro de água. Aí é só servir em uma xícara de louça que dá para sentir toda a experiência de tomar um café bem bom”, descreve Rodrigo.

Mas o que seria um café bom? Foi somente quatro anos depois de entrar no Incaper, em 2016, que Rodrigo conheceu na cidade de Mantenópolis a como diferenciar os grãos de boa qualidade para produzir a bebida. Ou, como ele mesmo explica, a diferenciar o que seria o “café escolha” do “café bebida”.

“O café, assim como todo produto, procura melhorar sempre a qualidade. Passamos de uma época onde o que importava era a quantidade, apesar de alguns cafeicultores ainda pensarem assim, para uma época onde a qualidade é mais importante. Como alimento, o café tem que ser o mais puro, com boas práticas de manejo da lavoura para uma boa colheita, além de uma boa prática de pós-colheita, para fazer com que os grãos mantenham a identidade de aromas e sabores e, com isso, a qualidade de excelênciado café. A partir dessas distinções é possível diferenciar um café escolha(café sujo) de um café bebida(limpo e com bons tratos). Por isso é tão importante mostrar e falar mais a todos os consumidores de café sobre esses processos, sendo mais fácil perceber essas diferenças na hora de degustar a bebida”, explica.

Foi a partir desses aprendizados, entendendo como o café é produzido, assim como quais são seus aromas e sabores, principalmente quando esse café é especial, que Rodrigo se encantou ainda mais pelo grão e pela bebida. “Fiquei mais ‘exigente’ao que eu tomava, ao tipo de café, à torra que era feita. Mas isso apenas me tornou mais apaixonado, principalmente em ajudar os produtores com o trabalho que realizo no Incaper, contribuindo em melhorar os processos de produção e a qualidade final do grão. O que é melhor ainda, porque eu acabo sempre tendo mais café de qualidade para experimentar”, comemora.

E Rodrigo tem muito orgulho desse trabalho. “Ele me fortalece como pessoa, me dá o privilégio de conhecer a base de tudo no Brasil que é agricultura, me ajuda a tornar esses agricultores visíveis, e me faz crescer cada vez mais como profissional”, conta.

Atualmente, ele trabalha no ELDR de Alto Rio Novo, como assistente em gestão e coordenador do escritório. São cerca de 300 cafeicultores, só nesse município, mas ele também ajuda alguns de Mantenópolis, onde trabalhou até setembro de 2022. Rodrigo ainda contribui com cafeicultores do Regional Central Oeste e também realiza um trabalho com os colegas do Incaper e os produtores do CRDR Noroeste.

“Eu não sou técnico ou agente de desenvolvimento, sou assistente de suporte. Mas com o tempo, e com o trabalho com o café, fui crescendo minhas habilidades profissionais. Acabei fazendo um curso de Certificação de R-Grader, agora em setembro de 2022, e atendo como extensionista a todos os cafeicultores do municípioe da região, especificamente para o melhoramento do café”, relata.

Todo esse amor e compromisso com o café tem uma forte conexão sentimental. “Café me remetea aconchego, família, amor – na palavra literal, mesmo”.

Não é a toa que o café se tornou seu parceiro de todos os dias, desde a época da faculdade. Principalmente se for 100% arábica. “Meu café preferido. É coisa da região que moro, e meu avô sempre comprava arábica para gente. Ele me conquistou”.

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